Antigamente, era "a personagem", substantivo feminino, seja referindo-se a homem, seja referindo-se a mulher: "A personagem Papai Noel povoa o imaginário das crianças"; "A atriz está interpretando bem a personagem Anita Garibaldi". Hoje, de acordo com os dicionários, é nome de dois gêneros, ou seja, concorda com o sexo da pessoa a que se refere: "O personagem Papai Noel povoa o imaginário das crianças"; "A atriz está interpretando bem a personagem Anita Garibaldi". Laércio Lutibergue - professor, revisor de texto, escritor e consultor linguístico.
O teatro é um mundo sem limitações, para se viver nesse mundo mágico e lúdico seja ilimitado. Não seja você; seja ele, seja ela, seja tudo. Ultrapasse as barreiras da vaidade e se permita viver sem limites. Afinal, teatro é para os fortes! (André Ribeiro).
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
A cenografia.
A cenografia tem origem na Grécia
Antiga e era entendida sim como a arte de adornar e decorar o teatro,
entretanto ao longo do tempo esse conceito foi se modificando e hoje em
dia podemos dizer que cenografia é a materialização do espaço cênico.
Cenografia é um elemento exclusivo e que só existe em função do espetáculo teatral, para que o ator que dele se utilize lhe dê funcionalidade.
A boa cenografia serve à obra (espetáculo), assim como o bom ator também serve a ela. Ela não deve sobressair, destoar. Deve ser precisa, exata. Ajustar-se ao espetáculo, ao seu objetivo, aos atores, que a ela darão funcionalidade.
Para
finalizar, lembramos que a cenografia deve trabalhar em conjunto com os
outros elementos do espetáculo, como figurino, maquiagem, iluminação,
atuação etc. e sempre passa pelo crivo do diretor.
Fonte: http://encantaventosproducoes.blogspot.com.br/2010/04/cenografia-arte-de-adornar-e-decorar-o.html
Cenografia é a ciência e a arte da organização do palco e do espaço teatral.
Cenografia é um elemento exclusivo e que só existe em função do espetáculo teatral, para que o ator que dele se utilize lhe dê funcionalidade.
A
cenografia vai depender do projeto, e não especificamente do texto. Um
mesmo texto pode ter diversos cenários, dependendo do projeto, do
espetáculo.
O
espetáculo é único; é a união daquele texto, com aquele diretor com
aquela visão, com aquela equipe, montando para aquele espaço cênico
(teatro, sala de espetáculo, ar livre etc), com aquela finalidade etc.
Uma
mesma equipe pode montar um mesmo texto de formas diferentes, então
serão espetáculos diferentes. O espetáculo em si é maior que o texto,
que o diretor, que os atores. Ele é a obra!
Um
cenógrafo pode decidir que o cenário que melhor serve ao espetáculo é o
palco (ou sala) vazio, ainda assim ele é o cenografo e está é a
cenografia. Mas tudo é pensado, tem um porque e um objetivo. Assim como
falamos sobre o diretor (O Diretor Teatral ou O Encenador),
o cenógrafo também deve pautar suas decisões em motivos claros diante
do espetáculo e suas escolhas seguem muito mais que o seu gosto pessoal.
Fonte: http://encantaventosproducoes.blogspot.com.br/2010/04/cenografia-arte-de-adornar-e-decorar-o.html
Gêneros
Tragédia
Peça dramática de enredo sério que promove uma catarse, ou purgação no espectador ao assistir a luta dos personagens contra poderes muito mais altos e mais fortes, que em geral os levam à capitulação e à morte. A derrota das aspirações do herói trágico, muitas vezes, é atribuída à intervenção do destino ou aos seus defeitos morais e vícios que concorrem para o seu fim adverso. Atualmente não se encontram mais tragédias, no sentido antigo, e sim dramas com final infeliz.
Na clássica tragédia grega, os personagens lutam contra o Destino, uma força que domina igualmente as ações dos homens e dos deuses.
No início, as tragédias faziam parte das festas em homenagem ao deus Dionísio (ou Baco), nas quais era comemorando o retorno da primavera e a fertilidade dos campos. A própria palavra tragédia mostra essa ligação entre o teatro e os ritos populares religiosos: Tragédia deriva de tragós, que em grego significa bode, animal muito usado nos sacrifícios dos festivais dionisíacos.
No século VII a.C., a tragédia foi sendo sofisticada e aprimorada até tornar-se um gênero autônomo distante de sua origem nas festividades religiosas.
A tragédia pode ser considerada também a representação da fragilidade do homem perante os deuses.

Segundo a poética realizada por Aristóteles, as tragédias se dividem em 3 partes:
- Unidade de tempo;
- Unidade de espaço;
- Unidade de ação.
- Unidade de espaço;
- Unidade de ação.
E ainda possuem as seguintes características:
* exposição: apresentação dos personagens e da estória.
* conflito: oposição e/ou luta entre diferentes forças.
* peripécia: reviravolta.
* revelação.
* catástrofe: conclusão, acontecimento principal decisivo e culminante.
* catarse: purgação, purificação, que acontece geralmente no final.
* conflito: oposição e/ou luta entre diferentes forças.
* peripécia: reviravolta.
* revelação.
* catástrofe: conclusão, acontecimento principal decisivo e culminante.
* catarse: purgação, purificação, que acontece geralmente no final.
Comédia(s)
A comédia é o uso de humor nas artes cênicas. Uma comédia é uma peça humorística na qual os atores dominam a ação. A comédia pura é o mais raro de todos os tipos de drama. Na comédia a ação precisa não somente ser possível e plausível, mas precisa ser um resultado necessário da natureza do personagem. De forma geral, "comédia" é o que é engraçado, o que faz rir. (MAIS!)
Comédia Atelana: No antigo teatro romano, peça no gênero da farsa, curta, caracterizada pelas sátiras político-sociais da antiga cidade de Atela, e na qual os atores eram mascarados e personificavam tipos fixos.
Comédia De Caráter: Aquela que a ação se define pelas atitudes peculiares as diferentes personagens.
Comédia De Costumes: Reflete os usos e costumes, idéias e sentimentos de determinada sociedade, classe ou profissão. Martins Pena foi o grande percussor da comédia de costumes.
Comédia Dell’Arte: Floresceu na Europa durante o século XVII e sua ação de gestos estereotipados é sempre improvisada, embora os enredos e os personagens sejam fixos; alguns deles usavam máscaras, e permanecem até hoje como tipos característicos de carnaval.
A Commedia Dell’Arte tornou regra no elenco a presença da atriz, afastada em muitas épocas do palco, por ancestral preconceito.
Os atores usavam máscaras devolvendo essa comédia aos rituais religiosos, com a despersonalização do indivíduo, para que ele participe dos mistérios sagrados e se preocupavam com a preparação corporal acrobática/coreográfica, vocal e mímica. Os roteiros eram muito ricos, apresentavam sempre um grande número de personagens, mas os tipos eram fixos e representados pelos mesmos atores.
Os atores usavam máscaras devolvendo essa comédia aos rituais religiosos, com a despersonalização do indivíduo, para que ele participe dos mistérios sagrados e se preocupavam com a preparação corporal acrobática/coreográfica, vocal e mímica. Os roteiros eram muito ricos, apresentavam sempre um grande número de personagens, mas os tipos eram fixos e representados pelos mesmos atores.
Havia o célebre personagem Arlechino e também Colombina, Pantaleone, Brighela, Dottore, Capitano, etc...
Tragicomédia
Definimos o que é comédia com suas diferentes "classificações" e o que é tragédia. Mas é possível um casamento perfeito entre dois gêneros tão distintos?
Basicamente, a Tragicomédia é um drama onde se associam elementos trágicos e cômicos. Como era de se imaginar, é a mistura do trágico com o cômico.
Segundo o dicionário Aurélio, trata-se de uma peça teatral que participa da tragédia pelo assunto e personagens, e da comédia pelos incidentes e desenlace.
Originalmente, significava a mistura do real com o imaginário. A tomada da vida cotidiana e absurda com um toque especial de comédia, de forma a descontrair; deixando-a verdadeira e engraçada. Usam-se temas como violência, morte, roubos, dentre outros e a estes é dado o humor.
Hoje em dia, é utilizado com frequência em peças teatrais e filmes.
Respondendo assim a pergunta feita no início: Sim, é possível e perfeitamente! A tragicomédia é um ponto forte no qual o teatro conquista grande sucesso e expansão.
Farsa ou Farsesco
O Farsesco ou Farsa é um gênero dramático predominantemente baixo cômico, de ação trivial, com tendência para o burlesco (cômico; ridículo). Inspira-se no cotidiano e no cenário familiar e é o mais irresponsável de todos os tipos de drama.
Caracteriza-se por seus personagens e situações caricatas. Se distingue da comédia e da sátira por não preocupar-se com a verossimilhança nem pretender o questionamento de valores. Busca apenas o humor e, para isso, vale-se de todos os recursos; assuntos introduzidos rapidamente, evitando-se qualquer interrupção no fio da ação ou análises psicológicas mais profundas; ações exageradas e situações inverossímeis.
Sua estrutura e trama são baseadas em situações em que as personagens se comportam de maneira extravagante, ainda que pelo geral mantêm uma quota de credibilidade. Seus temas e personagens podem ser fantásticos, mas podem ser críveis e verossímios.
Embora existam elementos farsescos nas comédias de Aristófanes e Plauto, a farsa originou-se nos mimos medievais. Recorre a estereótipos (a alcoviteira, o amante, o pai feroz, a donzela ingênua) ou situações conhecidas (o amante no armário, gêmeos trocados, reconhecimentos inesperados).
Surgiu em meados do Século XII com o Teatro Medieval e suas divisões: o Teatro Sacro (tratava de milagres, autos, moralidades e mistérios) e o Teatro Profano (Farsas). Nas representações profanas usavam-se as "farsas", os "arremedos burlescos", que tinham o objetivo de arrancar gargalhadas do público.
No Renascimento, autores dedicaram-se ao gênero, entre eles Gil Vicente com a trilogia satírica das Barcas - o "Auto da Barca do Inferno" (1516), "Auto da Barca do Purgatório" (1518) e "Auto da Barca da Glória" (1519) - misturando elementos alegóricos religiosos e místicos.
Drama
É representado em tom mais coloquial que a tragédia e ter episódios levemente cômicos, entremeados de cenas sérias. O drama pode ser declamado, declamado com intervenções cantadas ou totalmente cantado.
O Drama é usado como gênero de personalização em filmes, cinema, telenovelas, teatro e qualquer representação de personagem.
O chamado Drama Social é uma nova linha de tragédia em que as forças do destino se materializavam como força de convenções sociais sobre o indivíduo, principalmente na injustiça sócio-econômica. Pode ser entendido como uma forma séria de espetáculo, performance ou filme que não chega a ser uma tragédia.
O conflito inerente ao drama é a disputa que permite ao espectador tomar partido e se interessar pela representação no palco. O herói grego luta com o sobre-humano, o herói do drama elisabetano luta contra si mesmo, e o herói do Drama Social luta contra o mundo.
Melodrama
O termo Melodrama origina-se do francês mélodrame, que pela análise etimológica: melos (grego) que significa som, e drame (latim antigo) que significa drama.
Sua característica é intensificar as virtudes e vícios das personagens, sejam protagonistas ou antagonistas, enfatizando artificialmente suas características já que o objetivo maior deste gênero é impressionar e comover o espectador, com a semelhança com a realidade. Existe um grande maniqueismo, os personagens, ou são muito bons ou então são extremamente maus. O bem e o mal estão sempre em luta, e o bem, depois de muito sofrimento, lutas e peripécias, acaba vencendo o mal.
Possui significados contraditórios e é aplicado com diferentes significados e ocorrências variadas ou em distintas, algumas vezes refere-se a um efeito utilizado numa obra, outras como estilo da obra e outras como gênero.
O melodrama teatral surgiu oficialmente como gênero em 1800 com a obra Coeline de René-Charles Guilbert de Pixérécourt e teve como principais representantes o inglês Thomas Holcroft seu introdutor na Gran Bretanha, o alemão August Friederich Von Kotzebue e o irlandês Dionysius Lardner Boursiquot ou Dion Boucicault.Ao final do século XIX, novas propostas estéticas surgiam, entre elas o naturalismo, negando assim muitas das formas super utilizadas de interpretação do melodrama, que foram consideradas anti-naturais. Logo o termo melodrama se tornou sinônimo de uma interpretação exagerada, anti-natural, assim como de efeitos de apelo fácil à platéia.
Auto
Do latim actu = ação, ato. Trata-se de um gênero cuja finalidade é tanto divertir quanto instruir com seus temas que podem ser religiosos ou profanos, sérios ou cômicos, no entanto devem possuir sentido moralizador.
Tem sua origem na Idade Média, na Espanha, por volta do século XII. Mas foi no século XVI, que o português Gil Vicente que a expressão deste gênero dramático realmente despontou.
O auto era escrito em redondilhos (versos de sete sílabas) e visava satirizar pessoas. Não possui uma estrutura definida, então para facilitar sua leitura divide-se o auto em cenas da maneira clássica, a cada vez que uma nova personagem entra em cena.
Pantomima
Pantomima, Mímica ou Mimodrama: Peça de qualquer gênero que o(s) ator(es) se manifesta(m) apenas e simplesmente por gestos, expressões corporais ou fisionômicas, prescindindo da palavra e da música, que pode ser, também, sugerida por meio de movimentos; mímica.
Resumindo, é um espetáculo teatral sem palavras, em que os artistas comunicam seus pensamentos e sentimentos através da dança, da expressão facial e corporal. É a arte de narrar com o corpo.
Com este gênero, os pantomímicos precisam buscar a forma perfeita, a estética da linha do corpo, pois através do gesto tudo será dito, uma boa pantomima está na habilidade adquirida pelo pantomímico em se transformar durante a interpretação, passando para a platéia as mensagens que se fizerem necessárias, pelos gestos.
É uma das artes que exige o máximo do artista para que este receba o máximo de retorno do público, ou seja, a atenção da platéia para que a mensagem seja passada devidamente.
Teatro do Absurdo
Criado na segunda metade do século XX, o Teatro do Absurdo procurava representar no palco a crise social que a humanidade vivia.
Gênero moderno que utiliza elementos chocantes e ilógicos na composição do enredo, personagens e diálogos, com o objetivo de reproduzir o desatino e a falta de soluções que faz parte da vida do homem e da sociedade.
Os seus representantes mais importantes são Eugène Ionesco, Samuel Beckett, Harold Pinter, Arthur Adamov, G. Schahadé, Antonin Artaud, J. Audiberti e J. Tardieu, Fernando Arrabal, Günther Grass e Hildersheimer e no Brasil, destaca-se José Joaquim de Campos Leão, mais conhecido como Qorpo Santo.
A inspiração dos dramas absurdos era a burguesia ocidental, que, segundo teóricos, distanciava-se do mundo real, com suas fantasias e ceticismo em relação às conseqüências desastrosas que causava ao resto da sociedade.
Ópera
Trata-se de um drama encenado com música, que é apresentado utilizando os elementos típicos do teatro, como cenografia, figurinos e etc. Porém, a letra da ópera (libreto) é cantada e não falada como normalmente em uma peça teatral. O termo Ópera surgiu de opus (latim = "obra"). Possui diferentes tipos e/ou formas específicos como, a Ópera-balada, Ópera Cômica ou Buffa, Ópera de Pequim, e a Opereta.
A “Ópera-balada” (Francesa) é um tipo de ópera que utiliza diálogos falados, intercalando com músicas inspiradas, geralmente, em temas populares. A sua maior característica é sua formação com grande número de interpretes que dominam a linguagem da música/canto e do teatro/interpretação, são na maioria das vezes atores-cantores.
Ópera Cômica ou Ópera-Buffa (Italiana) possui maior quantidade de diálogos falados e seu conteúdo e o resumo da encenação é repleto de comicidade.
O Ching Hsi também conhecido como Ópera de Pequim, que mescla as diferentes linguagens cênicas, como dança, música, teatro, acrobacia e os demais artifícios cênicos que venha enfatizar a interpretação e o uso da voz, utilizando a técnica do falsete para cantar e falar.
Opereta é uma ópera pequena. Contém mais diálogos narrados do que músicas e é vista por muitos como uma obra de menor seriedade, por sua característica de tratar de temas frívolos e comuns do dia-a-dia das pessoas. Porém seus cantores treinam a ópera de forma clássica.
Musical
Gênero em que a narrativa é constituída por um combinado de músicas coreografadas e diálogos falados.
Musical é o termo utilizado para definir a união do teatro com a música. Pode se confundir com a ópera ou o cabaré, visto que os três apresentam estilos diferentes, porém as linhas que os delimitam são difíceis de definir. Em sua maioria, possuem roteiros quase que completamente cantados sendo raras as partes em que há diálogo entre os personagens e uma orquestra ou banda ao fundo criando a trilha sonora para fundir a cantoria à atuação.
Os três componentes essenciais de um espetáculo musical, são: a música, a interpretação e o enredo. A música e a letra são o propósito do musical; o enredo refere-se à parte dramática do espetáculo e a interpretação relaciona as performances de dança, encenação e canto.
Com cerca de vinte a trinta canções, podem durar desde uns poucos minutos à várias horas. Os mais populares, duram de duas horas à duas horas e quarenta e cinco minutos e atualmente, são geralmente apresentados com intervalos de quinze minutos entre os atos.
Teatro de Bonecos
Teatro de Bonecos (Marionetes, Fantoches, Teatro de Animação ou ainda Teatro Lambe-Lambe) é a representação teatral feita com bonecos de manipulação, em especial aqueles onde o palco, cortinas, cenários e demais elementos próprios são construídos especialmente para a apresentação.
Acredita-se que o Teatro de Bonecos talvez seja mais velho do que o próprio teatro com atores de verdade. Tendo sua origem na mais remota antiguidade, com o passar do tempo os homens começaram a modelar bonecos de barro, inicialmente sem articulações. Na Grécia antiga, os bonecos possuíam conotações religiosas. O Império romano assimilou da cultura grega o Teatro de Bonecos, que rapidamente se espalhou pela Europa. Na idade média, os bonecos eram utilizados em doutrinações religiosas e apresentados em feiras populares. Depois da primeira guerra, as marionetes foram difundidas pelo mundo.
Os bonecos se apresentam de diferentes formas. Podem ser pendurados por fios ou cordões quase invisíveis, com o manipulador dando à vida aos personagens movimentando uma cruzeta na qual estão amarrados os fios, onde cada um deles é responsável pelo movimento de um dos membros do boneco ou então podem ser colocados na mão como luvas.
Chegou ao nordeste do Brasil como forma de manifestação popular e se propagou por todo o país através de artistas mambembes. Essa forma de teatro é chamada de Mamulengo, na qual os bonecos representam personagens do nosso folclore.
Teatro de Revista

Gênero em que os atos são divididos em quadros mais ou menos independentes, ainda que ligados uns aos outros por um tema comum, geralmente alegre e crítico, tudo em meio a exibições de beleza de atrizes e cenários, ao som de músicas igualmente alegres, especialmente compostas.
O Teatro de Revista pretendia agradar os diferentes segmentos da sociedade. É um gênero teatral importante na história das artes cênicas, com seu auge no século XX em Portugal, que tinha como principais características números musicais, apelo à sensualidade e à comédia leve com críticas sociais e políticas destacando-se com o texto em verso e a presença da opereta, da comédia musicada, das representações folclóricas e da dança. Recorre também ao modelo francês de enredo frágil servindo como elo entre quadros que marcam a estrutura fragmentária do gênero.
O Teatro de Revista tornou-se um gênero popular no Brasil a partir do final do século XIX. Aqui, o também chamado simplesmente por Revista, foi responsável pela revelação de diversos talentos no cenário cultural, como Carmem Miranda e sua irmã Aurora, as chamadas vedetes de imenso sucesso como Wilza Carla, Dercy Gonçalves e Elvira Pagã. Já na variante conhecida como Teatro Rebolado, compositores como Dorival Caymmi, Assis Valente e Noel Rosa.
O Gênero é marcado por três fases marcantes no Brasil:
- A primeira fase do gênero é marcada pela valorização do texto em relação à encenação, e pela crítica de costumes composta por versos e personagens alegóricos.
- A segunda fase é movida pelos grandes nomes que levam o público ao teatro. É a fase em que o gênero se equilibra entre quadros cômicos e de crítica política, e os números musicais e de fantasia.
- Já a terceira fase marca o ponto onde, aos poucos, a revista começa a apelar para o escracho, para o nu explícito, em detrimento de um de seus alicerces: a comédia. E é dessa maneira que entra em seu período de decadência, desaparecendo quase que completamente nos anos 60.
- A segunda fase é movida pelos grandes nomes que levam o público ao teatro. É a fase em que o gênero se equilibra entre quadros cômicos e de crítica política, e os números musicais e de fantasia.
- Já a terceira fase marca o ponto onde, aos poucos, a revista começa a apelar para o escracho, para o nu explícito, em detrimento de um de seus alicerces: a comédia. E é dessa maneira que entra em seu período de decadência, desaparecendo quase que completamente nos anos 60.
Teatro de Rua
Gênero de teatro popular apresentado em praças, ruas, avenidas e lugares públicos em geral, ao ar livre, em rodas de espectadores ao nível do chão ou em plataformas, caminhões, praticáveis, etc. com recursos técnicos precários, ou inexistentes.
Teatro de Sombras
Espetáculo teatral em que a ação dramática é mostrada ou sugerida pelas sombras dos atores, projetadas de fora sobre uma tela translúcida. Também tem o nome de: teatro de silhuetas.
Surgindo na Pré-História, por volta de 5.000 a.C., quando os homens se encantavam com sombras movendo-se nas paredes das cavernas, o Teatro de Sombras trata-se de uma representação em uma tela branca com um foco de luz aceso contrariamente projetando sombras de silhuetas de figuras humanas, animais, ou objetos, recortadas em papel ou formadas com determinadas posições das mãos reportando-nos ao mundo mágico das histórias de faz de conta.
Uma lenda chinesa diz que “no ano 121, o imperador Wu Ti, da dinastia Han, desesperado com a morte de sua bailarina favorita, ordenou ao mago da corte que a trouxesse de volta do "Reino das Sombras", caso contrário, seria decapitado.
O mago usando a imaginação com uma pele de peixe macia e transparente, fez a silhueta de uma bailarina. Com tudo preparado, o mago ordenou que no jardim do palácio, fosse armada uma cortina branca contra a luz do sol e que esta deixasse transparecer essa luz.
Houve uma apresentação para o imperador e sua corte. Esta apresentação foi acompanhada de um som de uma flauta que "fez surgir a sombra de uma bailarina movimentando-se com leveza e graciosidade". Neste momento, teria surgido o teatro de sombras.
*Imagem: Espetáculo "O Teatro de Sombras de Ofélia" (Cia Gente Falante) - Teatro de Bonecos/Porto Alegre/RS, Bonecos de Paulo Martins Fontes.
Noh
Noh, Nō, Nô ou Nou é a forma clássica de teatro japonês combinando canto, pantomima, música e poesia, sendo interpretado apenas por atores, que passam sua arte pela tradição familiar. Seu universo é habitado por deuses, guerreiros e mulheres enlouquecidas, às voltas com os mistérios do espírito. Os espetáculos Noh ocorrem num palco bastante despojado, feito de hinoki liso (cipreste japonês). O cenário é constituído apenas pelo kagami-ita, (pinheiro pintado, no fundo do palco) por sua interpretação que se refere aos rituais xintoístas, pelos quais os deuses descem à Terra por este meio.Kabuki

O Teatro Kabuki, é um gênero de teatro japonês, conhecido pela estilização do drama e por suas elaboradas maquiagens e seu principal tema é o conflito entre a humanidade e o sistema feudal.
A única característica do Kabuki, e talvez a mais significativa na conservação do invulgar espírito Kabuki é o fato de que não utiliza atrizes em cena. Todos os papéis femininos são representados por elementos masculinos conhecidos como onnagata.
Butô
Traduzindo-se o termo Butoh, "bu" significa dança e "toh" significa passo.
Concebido inicialmente como “Ankoku Butoh”, ou “Dança das Trevas”, ele surge no final dos anos 50, num Japão recém-humilhado pela rendição na Segunda Grande Guerra.
Stand-up Comedy
É uma expressão em língua inglesa que indica um espetáculo de humor executado por apenas um comediante. O humorista se apresenta geralmente em pé (daí o termo 'stand up'), e na ausência da quarta parede.
Também conhecida como humor de cara limpa, a comédia stand-up privilegia o artista munido apenas do microfone, sem personagem, fantasia ou acessórios. O humorista stand up não conta piadas conhecidas do público (anedotas). É normal que se prepare números com texto original, construído a partir de observações do dia-a-dia e do cotidiano.
O gênero do "one man show" que é semelhante, mas permite outras abordagens (interpretação de personagens, músicas, cenas) foi introduzido no Brasil por José Vasconcelos, na década de 70. Aproximando-se mais ainda do estilo americano, Chico Anysio e Jô Soares mantiveram o gênero - principalmente em seus shows ao vivo, e geralmente, na abertura de seus programas - se aproximando da comédia stand up como vemos hoje.
Clown
Clown é a palavra inglesa para palhaço, porém no teatro não refere-se àquele modelo clássico de palhaço que vemos em circo. Um clown no teatro é basicamente: o próprio ator de forma "exagerada".
Ou seja: se determinado ator se acha gordo, por exemplo, ele vai usar justamente essa característica para exagerar a própria imagem e personalidade.
Além disso, o clown tem alguns fatores de interpretação únicos que assemelham-se às peripécias de um palhaço comum feitas de forma mais teatral.
FONTE: http://www.desvendandoteatro.com/gneros.htm
Ou seja: se determinado ator se acha gordo, por exemplo, ele vai usar justamente essa característica para exagerar a própria imagem e personalidade.
Além disso, o clown tem alguns fatores de interpretação únicos que assemelham-se às peripécias de um palhaço comum feitas de forma mais teatral.
FONTE: http://www.desvendandoteatro.com/gneros.htm
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Commedia Dell'Arte
Surgida entre os séculos XV e XVI, na Itália, país que ainda mantinha viva a cultura do teatro popular da Antiguidade Clássica, a “Commedia dell’arte ” vem se opor à “Comédia Erudita”, se afirmando até o século XVII. Também foi chamada de “Commedia All’improviso” e “Commedia a Soggetto”. Suas apresentações eram feitas pelas ruas e praças públicas, ao chegarem a uma cidade pediam permissão para se apresentar, em suas carroças ou praticáveis, pois eram raras as possibilidades de conseguir um espaço cênico adequado. As companhias de commedia dell’arte eram itinerantes e possuíam uma estrutura de esquema familiar, excepcionalmente contratando um profissional. Ela se fundamenta nos seguintes parâmetros: A ação cênica ocorria no improviso dos atores, que passavam a ser os autores dos diálogos apresentados, seguiam apenas um roteiro, que se denominava “canovacci”, possuindo total liberdade de criação; os personagens eram fixos, e muitos atores desta estética de teatro viviam seus papéis até a morte.
Os personagens da commedia dell’arte possuíam duas categorias distintas, que eram os patrões e os criados. Os personagens mais importantes eram: Arlequim, Pantaleão, Capitão, Polichinelo, e a Colombina. O Arlequim possuía habilidades acrobáticas, era um servo astuto e ignorante, um pouco ingênuo, e estava sempre envolvendo as pessoas em confusões. O Pantaleão era um comerciante idoso e mesmo com a idade avançada costumava se apaixonar facilmente, no entanto era avarento. O Capitão era um militar que gostava de festa, fanfarrão, mas com uma enorme insegurança, própria dos covardes. O Polichinelo era um criado simples e gracioso, que gostava de uma boa macarronada. Já a Colombina era uma criada com extrema agilidade, esperta e inteligente, ela costumava tirar proveito de todas as situações. A maioria dos personagens da commedia dell’arte foram incorporados pelo teatro de fantoches.
Não é dado nenhum valor literário para a commedia dell’arte e nem a fonte de origem dessa manifestação artística é determinada, apenas alguns teóricos indicam da possibilidade dela ter surgido da “Fabula Atellana”. A commedia dell’arte influenciou a “comédia Erudita” dos séculos XVI ao século XVIII.
Sua teatralidade extrapola os limites das convenções de sua época, com figurinos coloridos, alegria e espontaneidade nas cenas, e ainda o domínio dos personagens por cada ator e atriz emprestar sua própria vida a arte. A commedia dell’arte esbarra, de forma paradoxal à liberdade de criação, com a limitação de interpretação, pois quando um ator fica especialista em sua personagem, fazendo apenas um determinado papel, se torna repetitivo e “pobre” em relação a maior característica da Arte: a inovação. Mesmo assim, a commedia dell’arte marcou o ator e a atriz como sendo a base do teatro.
No século XVIII a commedia dell’arte entrou em declínio, tornando-se vulgar e licenciosa, então alguns autores tentaram resgatá-la criando textos baseados em situações tradicionais deste estilo de teatro, mas a espontaneidade e a improvisação textual lhe era peculiaridade central, então a commedia dell’arte não tardou a desaparecer. Um dos autores que muito trabalhou para este resgate foi o dramaturgo italiano Carlo Goldoni (1707-1793).
Fontes
MAGALDI, Sábato. Iniciação ao teatro. São Paulo: Ática, 2000.
VASCONCELLOS, Luiz Paulo. Dicionário de Teatro. Porto Alegre: L&PM, 2001.
Os personagens da commedia dell’arte possuíam duas categorias distintas, que eram os patrões e os criados. Os personagens mais importantes eram: Arlequim, Pantaleão, Capitão, Polichinelo, e a Colombina. O Arlequim possuía habilidades acrobáticas, era um servo astuto e ignorante, um pouco ingênuo, e estava sempre envolvendo as pessoas em confusões. O Pantaleão era um comerciante idoso e mesmo com a idade avançada costumava se apaixonar facilmente, no entanto era avarento. O Capitão era um militar que gostava de festa, fanfarrão, mas com uma enorme insegurança, própria dos covardes. O Polichinelo era um criado simples e gracioso, que gostava de uma boa macarronada. Já a Colombina era uma criada com extrema agilidade, esperta e inteligente, ela costumava tirar proveito de todas as situações. A maioria dos personagens da commedia dell’arte foram incorporados pelo teatro de fantoches.
Não é dado nenhum valor literário para a commedia dell’arte e nem a fonte de origem dessa manifestação artística é determinada, apenas alguns teóricos indicam da possibilidade dela ter surgido da “Fabula Atellana”. A commedia dell’arte influenciou a “comédia Erudita” dos séculos XVI ao século XVIII.
No século XVIII a commedia dell’arte entrou em declínio, tornando-se vulgar e licenciosa, então alguns autores tentaram resgatá-la criando textos baseados em situações tradicionais deste estilo de teatro, mas a espontaneidade e a improvisação textual lhe era peculiaridade central, então a commedia dell’arte não tardou a desaparecer. Um dos autores que muito trabalhou para este resgate foi o dramaturgo italiano Carlo Goldoni (1707-1793).
Fontes
MAGALDI, Sábato. Iniciação ao teatro. São Paulo: Ática, 2000.
VASCONCELLOS, Luiz Paulo. Dicionário de Teatro. Porto Alegre: L&PM, 2001.
Aleksandro Silva deixando o seu legado.
Jovem, talentoso, humilde e sonhador, Aleksandro Silva é um jovem brasiliense que veio a dois anos morar em Caxias - MA. Meio perdido, ainda estranhando a nova moradia Aleks, como é conhecido se sentia solitário por falta de amigos e com quem conversar. A vida de Aleks teve uma reviravolta quando o jovem conheceu Luis de Carlos, ator e diretor teatral e também fundador do Grupo Cênico Vivar´t, os dois se tornaram grandes amigos, fizeram vários projetos em Caxias e apresentaram juntos diversos espetáculos. Em meio a pouco tempo Aleksandro Silva deixou um rastro brilhante na cidade, sinônimo de disciplina e humildade, grande ator que viu nas artes dramáticas uma forma de se libertar, de se expressar.
Aleksandro vai deixar a terra dos poetas, a terra dos artistas para realizar um grande sonho, estudar Artes Cênicas. O jovem já com sua inscrição feita na UnB, em sua terra natal vai fazer sua graduação em teatro. Queremos deixar nossos votos, e nossas saudações a você grande Aleks, vá em busca de seus sonhos, estude e mostre para o mundo a sua força de vontade, a sua garra, o seu teatro.
E como dizem no teatro: MERDAAAA!!!! ABRAÇOS TEATRAIS!!
Aleksandro vai deixar a terra dos poetas, a terra dos artistas para realizar um grande sonho, estudar Artes Cênicas. O jovem já com sua inscrição feita na UnB, em sua terra natal vai fazer sua graduação em teatro. Queremos deixar nossos votos, e nossas saudações a você grande Aleks, vá em busca de seus sonhos, estude e mostre para o mundo a sua força de vontade, a sua garra, o seu teatro.
E como dizem no teatro: MERDAAAA!!!! ABRAÇOS TEATRAIS!!
sábado, 16 de novembro de 2013
Minha Fulô de mandacaru.
Baseado em canções de Luis Gonzaga, o espetáculo "Minha Fulô de Mandacaru", da Companhia Fama Teatro conta a história de uma trupe de artistas sertanejos da gema que passam por maus bocados na carreira e sem inspiração acabam repetindo as mesmo cenas; isto, até a aparição de dona Fulô, jovem que fugiu de casa com um lindo sonho de ser artista; o que muda por completo a vida da trupe.
"Minha Fulô de Mandacaru", foi escrita pelo diretor André Ribeiro, e tem como personagens: Tonho (Francisco Alencar), Tereza (Adriely Bizerra), Bastião (André Ribeiro), Preta (Angellyka Karollayne) e Zeca (Rodrigho Oliveira) e Fulô (Dayane Medeiros).
"Minha Fulô de Mandacaru", foi escrita pelo diretor André Ribeiro, e tem como personagens: Tonho (Francisco Alencar), Tereza (Adriely Bizerra), Bastião (André Ribeiro), Preta (Angellyka Karollayne) e Zeca (Rodrigho Oliveira) e Fulô (Dayane Medeiros).
O teatro de rua no Brasil
Teatro de rua é uma modalidade teatral em que os atores utilizam seu corpo e sua voz a serviço da construção estética no espaço aberto, sobretudo nas cidades. Nesta atividade rua é todo espaço público aberto e apto a receber um espetáculo teatral, como parques, praças, monumentos, edifícios, rios, entre outros, em oposição aos locais fechados.
Dentro dessa modalidade teatral, o espaço urbano e tudo que nele está contido, pode vir a ser mais do que espaço de representação, ou seja, ao mesmo tempo que a cidade é local da encenação, o espetáculo pode se valer de uma paisagem como cenário ou um monumento como elemento cênico etc. A cidade por ser polimorfa, possibilita apropriações diversas. André Carreira propõe um teatro de invasão, que entende a própria cidade como dramaturgia.
O teatro de rua brasileiro se constitui em uma "multiplicidade de linguagens" (Narciso Telles). Amir Haddad, fundador do grupo Tá na Rua, da cidade do Rio de Janeiro, entende que teatro e arquitetura sempre estiveram ligados e que as sociedades ergueram seus teatros conformes seus valores.
Existem várias organizações de grupos de teatro de rua. Na cidade de São Paulo existe o Movimento de Teatro de Rua (MTR/SP), que juntamente com outros movimentos estaduais deram inicio a uma organização nacional, criando a Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR), presentes em vários estados brasileiros.
Dentro dessa modalidade teatral, o espaço urbano e tudo que nele está contido, pode vir a ser mais do que espaço de representação, ou seja, ao mesmo tempo que a cidade é local da encenação, o espetáculo pode se valer de uma paisagem como cenário ou um monumento como elemento cênico etc. A cidade por ser polimorfa, possibilita apropriações diversas. André Carreira propõe um teatro de invasão, que entende a própria cidade como dramaturgia.
O teatro de rua brasileiro se constitui em uma "multiplicidade de linguagens" (Narciso Telles). Amir Haddad, fundador do grupo Tá na Rua, da cidade do Rio de Janeiro, entende que teatro e arquitetura sempre estiveram ligados e que as sociedades ergueram seus teatros conformes seus valores.
Existem várias organizações de grupos de teatro de rua. Na cidade de São Paulo existe o Movimento de Teatro de Rua (MTR/SP), que juntamente com outros movimentos estaduais deram inicio a uma organização nacional, criando a Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR), presentes em vários estados brasileiros.
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